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27/06/2005 - 02:16 Liga da Justiça
Planejou a formação de um novo clube, com sede no Rio de Janeiro e patrocínio de uma operadora de telefonia e da própria prefeitura carioca – de olho na divulgação de sua marca para o Pan-2007.
Em menos de um ano, teve sua performance como manager do recém-criado time premiada com os títulos dos dois campeonatos que disputou – o Estadual do Rio e, agora, o Nacional.
Emprestou à equipe embrionária prestígio e palpites táticos – retratados nas estatísticas do certame.
Com um elenco experiente e a aposta no talento individual do ala-armador Marcelinho, principal atleta em atividade no país e mais valioso jogador do Nacional, Oscar viu o Rio de Janeiro desbancar os rivais com surpreendente facilidade, fechando um ciclo de 35 vitórias em 40 duelos – com 100% de aproveitamento em seus domínios.
A partida que assegurou o lugar mais alto do pódio brasileiro aos comandados do Mão Santa não poderia ser mais emblemática.
Tumultuado nos bastidores, o jogo de domingo contra o Uberlândia – atual campeão da Liga Sul-Americana - foi definido com as peças-chave cariocas em pleno vapor.
Marcelinho anotou 32 dos seus 1.124 pontos na competição.
No banco de reservas, Oscar, aos 47 anos, era o regente de um espetáculo que calou os torcedores mineiros.
Desde antes de a bola subir no centro da cancha, peitou a arbitragem e impôs a retirada da platéia convidada da área contígua ao garrafão.
O resultado: 106-92 e 3-1 no playoff derradeiro.
Não obstante a campanha coroada de êxito de seu clube, Oscar apenas inicia sua empreitada mais espinhosa como cartola esportivo.
Idealizador da Nossa Liga de Basquete, o potiguar que se caracterizou pelo temperamento intempestivo com a bola nas mãos repete a fórmula para desafiar o establishment do qual fez parte durante quase 25 anos.
Após combater a reeleição da cúpula da CBB, luta dia após dia para consolidar a nova associação de clubes que sonha materializar seu pioneiro campeonato a partir do mês de outubro.
Reafirmando a isenção e a preocupação com os rumos do bola-ao-cesto tupiniquim, o Rebote procurou o líder da Nossa Liga para obter respostas a algumas das indagações mais recorrentes da comunidade do basquete acerca do projeto em curso.
No bate-papo, o neodirigente mostra que a iniciativa ainda carece de consistência, mas representa um marco divisor na organização da modalidade.
“Tudo isso precisa começar por algum lugar e nós já começamos, mas só o futuro vai dizer se nós tivemos razão ou não”, disse Oscar.
O ex-jogador fala ainda sobre a possibilidade de devolver ao basquete nacional exponencial visibilidade via TV aberta e analisa as chances de que a liga independente tenha o reconhecimento oficial.
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Rebote - O que o fez colocar à prova a credibilidade e reputação conquistadas nas quadras e fora delas em uma empreitada de risco como a Nossa Liga?
- Por que o apaixonado pelo basquete deve acreditar no sucesso de uma liga que nasce sem reconhecimento oficial e em meio a uma retração generalizada de investimentos privados e públicos no esporte dito olímpico?
- Ao sugerir medidas ousadas como a pintura dos garrafões no formato desejado por um eventual patrocinador, estampar símbolos de outra empresa na bola de basquete, você não teme transformar a Liga em uma espécie de Campeonato de Fantasia, distante do aval de organismos oficiais?
- Qual o peso do marketing esportivo no desenvolvimento da liga? Como será feita a remuneração de dirigentes e clubes?
- Existe um orçamento estimado para a primeira edição da liga, prevista para começar em outubro? Quantos clubes estarão em ação?
- Os deslocamentos serão aéreos?
- Os jogos da liga deverão ser exibidos pela TV aberta? Como vêm se desenrolando as negociações sobre os direitos de transmissão?
- Os clubes que aparentemente resistem em ingressar na liga (Ribeirão e Ourinhos) serão, na sua opinião, guindados à liga por ocasião de sua materialização?
- O registro da Liga na Receita Federal, com a obtenção do CNPJ, é um sinal de aproximação com a CBB? Até que ponto a NLB cederá para ter o respaldo da entidade cujo dirigente você combateu duramente durante a campanha eleitoral deste ano?
- Recentemente você esteve na Federação Paulista conversando com o presidente Toni Chakmati. O que o faz acreditar na promessa de apoio dele, dados os conhecidos episódios da eleição para a CBB? Nesse mesmo ponto, como seria equacionado problema do calendário da modalidade? Os campeonatos estaduais estão condenados à extinção?
- Qual o papel dos jogadores, treinadores e árbitros na formatação na NLB? Você dispõe de números de adesão à Liga?
- Como o cidadão comum pode ter acesso ao estatuto, às normas e às deliberações da NLB?
- Qual seu recado para a comunidade de leitores do Rebote? Alguma mensagem especial aos aficionados pelo basquete que temem pelo futuro da modalidade?
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Zona Morta
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))) Com uma campanha impecável (e invicta), poucos atrativos dentro e fora das quadras, Ourinhos conquistou o bicampeonato paulista feminino ao bater Ribeirão Preto sem dificuldades na série decisiva da fase de playoff por 2-0. A partida decisiva registrou um placar que evidenciou o abismo entre as campeãs e as demais adversárias na competição: 83-49, sem nenhuma emoção no ginásio Monstrinho. Foi o quarto triunfo da equipe em estaduais.
))) O técnico Marco Antonio Aga garantiu mais um título para seu laureado currículo: ele dirigiu Assis na conquista do Torneio Novo Milênio, decidido em uma série de 3-0 contra o Bauru. Aga também comanda a seleção brasileira juvenil, convocada esta semana para o Sul-Americano da Venezuela, cujo início está marcado para 19 de julho.
))) Está marcada para o próximo domingo, dia 3, uma partida amistosa que colocará em quadra uma verdadeira constelação de ídolos do basquete europeu. Trata-se do jogo de despedida do armador sérvio Aleksandar Djordjevic, que marcou época no Barcelona e no Real Madrid. Depois de 20 anos de carreira, o habilidoso atleta da antiga Iugoslávia se despede em Belgrado em evento cuja renda será revertida para a Unicef. De um lado estarão jogadores como Jaric, Rakocevic, Stojakovic, Tomasevic, Rebraca, Radmanovic, Drobnjak, Bodiroga, Krstic, Gurovic, Grbovic, Maric, Danilovic, Savic, Paspalj, Divac, Ilic, Loncar, Nakic, Koprivica, Dragutinovic, Obradovic, Zorkic, Pavicevic, Beric, Tarlac, Prelevic, Vukcevic, Pecarski e Jovanovic. A outra equipe terá Jasikevicius, Juan Carlos Navarro, Rodrigo de la Fuente, Alberto Herreros, Lucio Angulo, Marko Milic, Nesterovic, Kukoc, Pozzeco, Alibegovic, Zan Tabak, Ambrasa, Davide Pessina, Marciulionis, Pittis, Antonello Riva, Meneghin, Dacoury, Jure Zdovc, Giannakis, Quique Andreu, Rafa Jofresa, Juan Antonio San Epifanio, Rimas Kurtinaitis, Danko Cvjeticanin, Roberto Brunamonti e Arvydas Sabonis.
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