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23/06/2005 - 16:37 Prêmio de consolação
Colecionam títulos considerados modestos e nunca chegaram perto do pódio de um torneio olímpico ou mundial oficial, a exemplo de seus contemporâneos.
Balzaquianos, mantêm-se em evidência na modalidade em clubes de ponta e voltam a disputar a fase final do Nacional depois de 15 anos de carreira em competições adultas.
Optaram por vôos profissionais moderados, evitando aventuras no exterior – o que, em parte, justifica a condição alcançada no terreno doméstico.
São agora reconhecidos pela entidade máxima do esporte brasileiro como os heróis da história recente do campeonato mais imponente do país. De 1990 a 2005, ocupam o topo entre no ranking de desempenho e regularidade nas estatísticas de teor mais emblemático do bola-ao-cesto.
Expoentes de uma linhagem de atletas que viveu à sombra dos triunfos de Oscar, Marcel e cia., Rogério Klafke e Demétrius Ferraciú ganharam esta semana os títulos simbólicos de homens de ferro do basquete brazuca.
Em quadra na decisão da 16ª edição do torneio defendendo lados opostos, ambos aparecem entre os Top 10 na trajetória do Nacional em cinco dos oito fundamentos apurados pelos técnicos da CBB.
O mais importante: estão no topo das categorias mais auspiciosas aferidas pela confederação.
O ala gaúcho Rogério, 2,00m, 34 anos, lidera a lista dos jogadores que permaneceram mais tempo em ação (216 horas) e em número de partidas (464).
Dono de rara aptidão para tiros de meia distância e bandejas sob intensa pressão defensiva, é também o segundo maior cestinha da competição, com 8.331 pontos convertidos. Obteve 526 recuperações de bola e deu 925 assistências.
Os números exuberantes de sua carreira foram conquistados em diversos clubes (atuou por Sogipa, Monte Líbano, Jales, Franca, Vasco, Ajax e Uberlândia – sua equipe atual).
O hábil armador paulistano Demétrius, 31 anos e 1,91m, igualmente arrebatou a condição estelar do torneio em sua história com aparições especiais nos quesitos que contemplam sua compleição atlética. Lidera o ranking de roubadas de bola (737) e de assistências (2.000).
Detentor de destreza ímpar na transição veloz e visão privilegiada do deslocamento de pivôs sob a tabela, é o terceiro na relação de mais jogos disputados, com 416 atuações e é vice-líder na lista de maior permanência em cancha: o jogador contabiliza 183 horas de atividade.
Caracterizou-se ainda por anotar pontuação prodigiosa: foram 5.547 tentos anotados em sua carreira que teve início em Bauru e passou por Corinthians, Franca, Vasco, Fluminense, Minas, Mogi e Rio de Janeiro – equipe atual.
Em comum, ambos têm algo além da matemática da bola. Atingiram o apogeu técnico sob o comando do treinado Hélio Rubens Garcia, responsável pela montagem dos pilares do time vascaíno vice-campeão do Mundial Interclubes de 99, feito de maior simbolismo para o bola-ao-cesto tupiniquim na última década. Naquele torneio, disputado em Milão (Itália), Rogério consagrou-se com épica exibição na semifinal contra o favorito Zalghiris Kaunas (Lituânia) – ocasião em que marcou 21 pontos.
Apesar da projeção mundial conseguida no McDonald’s Open, Rogério e Demétrius citam, em comum, como façanha mais portentosa do currículo a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá), realizados em 99 – um título revestido de práxis pouco convincente, já que fora obtido mediante rivais fragilizados e desfalcados de seus principais astros.
Dada a relevância da dupla no torneio em diversas características, ambos fazem jus ao prêmio de mais eficientes nomes do basquete brasileiro no período em que o Nacional reinou soberano como único certame reconhecido pela CBB.
Às vésperas da alardeada guinada nos rumos da organização de campeonatos do esporte da bola laranja, os mais legítimos e polivalentes representantes da geração perdida emergem premiados, ainda que o tardio reconhecimento não sirva de consolação para um período árido em láureas para a modalidade.
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Zona Morta
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))) Termina na próxima sexta-feira o prazo para que as 10 seleções que disputarão a Copa América masculina inscrevam os 24 jogadores pré-escolhidos para a competição, marcada para agosto na República Dominicana. O torneio qualifica os quatro primeiros colocados para o Mundial de 2006 no Japão. As relações de atletas fornecidas pelas confederações já darão um panorama das principais forças do certame. A Argentina, atual campeã olímpica, já está classificada. E o técnico Sérgio Hernandez já indicou 19 nomes para a competição – Manu, Nocioni, Scola, Oberto, Sanchez estão fora. Os destaques são Delfino, Kammerichs e Prigioni.
))) Assis e Bauru iniciaram na quarta-feira a série decisiva do Torneio Novo Milênio, mantido pela Federação Paulista para manter em atividade os clubes das séries A-1 e A-2 que não disputaram o Nacional. Nas quadras um duelo entre dois treinadores especialistas em trabalhos de base: Marco Antonio Aga e Tonzé. Os dois times chegam à final do campeonato com apenas uma derrota e prometem um playoff interessante e com ginásios repletos de aficionados no interior paulista.
))) O técnico Antonio Carlos Barbosa escolheu a armadora Helen Luz, recém-chegada de uma vitoriosa temporada na Espanha, como capitã da seleção brasileira que disputa o Sul-Americano da Colômbia a partir de 6 de julho. A atleta, de 32 anos, se diz pronta para a missão de liderar o selecionado canarinho na tentativa de manter a hegemonia continental. Helen, que sagrou-se campeã espanhola pelo Barcelona ao lado da pivô Érika, chegou a anunciar sua transferência para o Houston Comets, da WNBA, mas a transação não foi efetivada.
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