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09/05/2005 - 05:20 Sonho americano
Com clima ameno para os padrões do hemisfério norte (temperaturas oscilando entre -2ºC e 24ºC em médias mensais), baixíssimas taxas de criminalidade e rígidas regras de comportamento e vida social – impostas pelos mórmons (fundadores do povoado e maioria religiosa no local), o pólo estudantil tem 30 mil dos seus moradores plantados no campus.
O berço da Brigham Young University se gaba ainda de indicadores de renda familiar média de US$ 50.400 e nível de desemprego inferior a 6% da população economicamente ativa.
Todo esse vigor de civilização sustenta uma estrutura invejável para a prática esportiva – incluindo aí o Marriott Center, ginásio para 22.700 espectadores sentados (o quarto maior no segmento).
Lá foram revelados para o planeta ídolos como o armador Danny Ainge e o ala-pivô Kresimir Cosic (ex-técnico da seleção da antiga Iugoslávia). Em seus campos também emergiu o superstar do futebol americano Steve Young (quarterback mais festejado da década de 90 na NFL).
Um dos pilotos dessa base de formação de talentos é o gaúcho de Novo Hamburgo Walter Roese, recém-promovido a assistente técnico do BYU Cougars, tradicional esquadrão da NCAA.
Ex-jogador do Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS) e de vários outros clubes brasileiros, Roese atuou até o ano passado como diretor técnico da universidade e recrutou jovens expoentes da modalidade como o pivô Rafael Araújo, o Baby, hoje no Toronto Raptors.
Assume agora a cadeira de Andy Toolson, que deixou o posto no último dia 12.
Com Roese abandonando os escritórios e mergulhando nas quadras, a equipe universitária renovou sua aposta na linhagem tupiniquim e incorporou ao seu elenco o paulista Fernando Malaman, ala-pivô de 2.08m e 97 kg, egresso da Arizona State College (mesma origem de Baby), onde foi destaque na NJCCA, uma espécie de vestibular para o universitário.
Listado entre os 50 melhores da temporada 2005-05 do Junior College norte-americano (especificamente ocupando o 46º posto), o jogador nascido em Limeira (SP) obteve média de 9.8 pontos e 5.9 rebotes e voou para as vitrines. No fim de abril, assinou carta de intenções que o garante na BYU no biênio 2005-06.
Garimpado para reforçar os Cougars e tentar uma campanha menos discreta que a da última temporada (foram 21 derrotas, 9 vitórias e eliminação precoce), recebe elogios do novo treinador, Dave Rose.
“Ele tem bom porte atlético, corre, arremessa e passa bem. Tem um excelente senso de jogo”, afirma o técnico, que cancelara suas férias agendadas para Aruba a fim de concluir a prospecção de atletas.
Malaman é o terceiro brasileiro selecionado para integrar as fileiras de Brigham Young nos últimos anos. Além do bem-sucedido Baby, que assinou contrato de quatro anos em que vai embolsar US$ 9,7 milhões para brigar pelas cores de Toronto na principal liga profissional do planeta, a universidade já contou com o armador Luiz Felipe Lemes entre 2002 e 2004.
Malaman é apenas uma promessa em meio às dezenas de brasileiros que migram para a América a fim de aperfeiçoar fundamentos, garantir formação acadêmica consistente e obter visibilidade ante os olheiros dos quatro cantos do globo.
O caminho, árduo mas cada vez mais usual, mostra que as fronteiras americanas estão franqueadas para acolher os possíveis sucessores da “Geração Baby”.
Falta agora colocar na agenda de dirigentes e comissões técnicas brasileiras uma rotina de observação minuciosa deste êxodo, a fim de repatriar os reconhecidamente virtuosos para engrossar o caldo das combalidas seleções de base.
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Roese: sonho realizado
Atrás de respostas para algumas indagações comuns aos aficionados do basquete, o Rebote entrevistou na última sexta-feira Walter Roese, que participara dias antes da seleção entre 90 candidatos à vaga de assistente técnico da BYU. Roese fala ao site sobre seus planos na nova função, analisa a performance do pupilo Baby na NBA e admite: quer mesmo oferecer seus préstimos ao basquete nacional, dirigindo ou participando da preparação do selecionado canarinho. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
Rebote – Como será sua transição na BYU e quais serão suas novas atribuições?
Essa nova missão te seduz? Como foi o processo de seleção?
Você tem planos de colaborar com a seleção brasileira, se for chamado? Acha isso possível?
Como avalia o desempenho do Baby (que você acompanhou, trabalhou para levá-lo aos EUA e jogar pela BYU) como calouro nos Raptors?
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Zona Morta
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))) Excelente o pinga-fogo montado pela equipe da ESPN Brasil para contrapor as idéias de Grego, recém-reeleito presidente da CBB, e Oscar Schmidt, idealizador da liga independente. Já que um debate entre ambos parece distante, o programa Por Dentro do Basquete prestou um bom serviço à comunidade esportiva ao confrontar as opiniões dos dois dirigentes a respeito do futuro da modalidade no país.
))) Entre as propostas de Oscar para o marketing da Nossa Liga, uma chama a atenção por sua excentricidade: ele fala em estilizar as cores e layout da bola de basquete inspirando-se na logomarca de uma operadora de telefonia – coincidentemente a mesma que patrocina seu clube no Rio. A empreitada deve ser prontamente vetada por qualquer organismo oficial. Se a associação paralela sonha em vingar, precisa ser menos fantasiosa.
))) E o Paulista feminino, aquele de uma nota só, volta às telinhas esta semana. Quinta-feira, dia 12, tem transmissão agendada na ESPN Brasil: direto de Piracicaba, a Unimep, de Branca, encara o São Bernardo, às 20h30. No dia 19, também tem partida na grade do canal pago: Ribeirão Preto contra Santo André, da incansável Laís Elena Aranha. Em disputa, os emparelhamentos para os playoffs, já que todos os oitos clubes têm lugar assegurado na próxima etapa da competição.
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