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01/06/2006 - 17:21 E agora, Colangelo?
A sorte, claro, não o abandonou.
Antes de completar dois meses na franquia, Colangelo já começa como vencedor: ganhou na loteria.
Mas como ganhar na loteria do draft poderia, do nada, transformar o frágil Toronto num time de elite na fraca conferência Leste? Bem, os possíveis cenários são vários e as chances, muito grandes. Primeiro, contudo, vamos analisar um pouco as necessidades do time.
Antes do fim da temporada regular, Mike James deu uma declaração dizendo que, ao ganhar passe livre, não quer continuar com Raptors, e até gostaria de voltar a Houston. A perda de James abre um espaço na armação.
Com as saídas de Jalen Rose e Donyell Marshall, falta ao time outra opção para o arremesso de longa distância, além do bom Morris Peterson. Na armação, sobrou apenas o promissor Jose Calderon, espanhol com pouca experiência na NBA mas muito talento para, em dois ou três anos, estar distribuindo o jogo.
Foi aí que a estrela do time resolveu se pronunciar: Chris Bosh disse que, se a franquia não se tornar competitiva logo, ele arruma as coisas e sai sem pensar duas vezes, mesmo sem receber salário máximo – prova de que o atleta tem fome de títulos. Ora, além de precisar de um armador novo, Colangelo tem de agradar ao maior astro da companhia.
Pois bem. A chance de ouro de ajeitar o elenco está aí: a primeira escolha do draft. Neste ano, não há dúvidas de que o número um da lista será um jogador de garrafão: LaMarcus Aldridge, Tyrus Thomas ou Andrea Bargnani. O Toronto, na contramão da grande maioria dos times da NBA, não precisa de mais um gigante no garrafão - já tem Bosh e Villanueva. Seria muito provável, então, que optasse por Bargnani. O italiano tem boa variação de jogo como ala, ala-de-força e pivô, além de acrescentar o arremesso de fora para facilitar a vida solitária de Mo Pete na linha de três.
Agora, se quiser mesmo resolver os problemas na armação, a saída para os Raptors é outra. Seria um desperdício draftar Marcus Williams ou Brandon Roy, considerados os melhores da safra na posição. Colangelo poderia, portanto, trocar sua primeira escolha pelo armador Jarret Jack, do Portland (amigo de Chris Bosh dos tempos de Georgia Tech), e quarta seleção.
O gerente, no entanto, espera conseguir mais que isso. Não deve demorar para Isiah Thomas, por exemplo, oferecer um pacote envolvendo alguma combinação com Steve Francis, Jerome James, Maurice Taylor, Malik Rose, Quentin Richardson e uma das duas escolhas a que tem direito na primeira rodada. Outra possível troca seria com o Minnesota, já que os Wolves têm apenas Eddie Griffin de pivô e passa por uma reformulação que, como sempre, tem de satisfazer Kevin Garnett.
Apenas contratar jogadores, claro, não basta para ter uma equipe competitiva. Para sorte de Colangelo, Rick Adelman está disponível depois de anos à frente do Sacramento Kings. Pronto. Agora é só juntar as peças para o Toronto deixar de ser apenas o melhor time do Canadá na NBA.
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