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15/11/2006
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23:59
Novos forasteiros
Quando foi para a NBA, no campeonato 2002-03, Manu Ginóbili já era uma estrela européia. Não bastasse vir de um vice-campeonato mundial com a seleção argentina, tinha sido nomeado MVP de duas temporadas na Itália e campeão da Euroliga - também MVP das finais, defendendo o Virtus Bologna. Topou cruzar o oceano.
Ainda incomodado por uma contusão, engoliu o orgulho do status de ídolo para jogar 20 minutos por partida. Não fez mais que oito pontos em média durante a temporada regular. Nos playoffs, ganhou mais tempo de quadra e viu nascer uma bela parceria com Duncan e Parker. Coadjuvante, foi campeão da NBA em seu ano de estréia. Na medida em que o tempo passou, tornou-se um ídolo dos americanos e um dos principais jogadores da NBA. No bicampeonato, na temporada 2004-05, houve quem o apontasse como o merecedor do título de MVP das finais, tamanha sua importância para a equipe. Uma história de sucesso.
No título da Euroliga 2001-02, a equipe do Virtus Bologna contava com um armador que controlava a partida: Marko Jaric. Era tão importante quanto Ginóbili para a equipe. Sustentava na principal divisão italiana, a Lega Basket, as médias de 15 pontos e cinco rebotes. Filho do lendário basqueteiro Srecko Jaric, Marko vencera o companheiro de time na final do Mundial de basquete e chegava com as credenciais reforçadas pelo título sérvio. Engoliu o orgulho do status de ídolo pra jogar 20 minutos por jogo. Não fez mais que oito pontos de média por partida durante a temporada regular. Pegou a fase ruim dos Clippers. Não chegou a ir para os playoffs. Quando a equipe de LA melhorou, ele já tinha trocado de ares. Estava em Minnesota, ainda fora do mata-mata.
Mal foram duas semanas de NBA e já podemos analisar a adaptação de alguns europeus (ou vindos de lá), candidatos a Ginóbili ou a Jaric. A coluna escolheu cinco para comentar. O critério foi raso e injusto: o gosto do colunista.
- Jorge Garbajosa
- O pivô espanhol impressionou os que não o conheciam no último Mundial, formando uma excelente dupla com Pau Gasol e conquistando o título. Na pré-temporada da NBA, pelo Toronto Raptors, brilhou ainda mais e chegou a ser cotado para estar entre os melhores calouros da temporada que se inicia nos Estados Unidos. Em vão: a temporada veio e o primeiro mês não tem sido promissor. Garbajosa sempre foi um dos principais jogadores da equipe, por onde quer que tenha passado na Europa. Com um novo time, jogando em velocidade (ele na maioria das vezes jogou em equipes que controlavam o jogo, costume no Velho Continente), as dificuldades tendem a ser cada vez maiores.
- Anthony Parker
- Companheiro de Garbajosa nos Raptors, Parker não faz a sua primeira temporada na NBA. O ala americano já havia jogado por Philadelphia e Orlando, até cruzar o oceano e virar um jogador respeitável. Ele aprendeu muito na Europa, conquistando importantes títulos pelo Maccabi Tel Aviv. De volta aos EUA, mostrou a maturidade conquistada em Israel neste primeiro mês de NBA, computando 12 pontos de média, o que lhe rendeu 30 minutos em quadra. Muito mais promissor do que muitos esperavam.
- Walter Herrmann
- O argentino teve uma carreira respeitável na Europa, que culminou com o título espanhol na temporada passada - jogando, aliás, ao lado de Garbajosa. Pela seleção, foi importante peça no Mundial do Japão, sempre reserva bastante produtivo de Nocioni. Sua atuação por lá rendeu o contrato com os Bobcats, que até agora têm aproveitado muito mal o argentino. A equipe de Charlotte tem dois excelentes jogadores para a posição três (Gerald Wallace e Adam Morrison) e, por isso, a carreira do hermano terá muita dificuldade para decolar.
- Vasilis Spanoulis
- O grego é considerado um dos melhores jogadores da atual geração pra lá de talentosa do basquete daquele país. Seu senso de quadra, suas boas decisões e sua inteligência são impressionantes. Na pré-temporada da NBA, Spanoulis fez boas jogadas, que lhe renderam até um vídeo no YouTube . Quando o campeonato começou para valer, Spanoulis sentou no banco e assistiu.
- Sarunas Jasikevicius
- É um dos jogadores mais talentosos do basquete internacional. Conseguiu, além de ser tricampeão consecutivo da Euroliga (uma pelo Barcelona e duas pelo Maccabi TelAviv), duas medalhas olímpicas pela sua seleção lituana e um contrato com o Indiana Pacers. Na NBA, o jogador teve pequeníssimos rompantes do craque que é. Entre os torcedores do Indiana, após uma temporada inteira, já há um tom de decepção. Talvez seja a hora de o gênio deixar de engolir o orgulho e os dólares e seguir o caminho de seu compatriota Arvydas Macijauskas, que preferiu voltar à Europa - e quando o fez, atirou para todos os lados.
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de Paula
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