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12/01/2007 - 15:53 Viva os vovôs
O sucesso de Mutombo não deixa de ser curioso numa liga em que muitas equipes fogem de craques como Jason Kidd (33 anos), Allen Iverson (31) e até Kevin Garnett (30) “por causa da idade”. É claro que não há como comparar um pivô defensivo no estilo de Mutombo a jogadores que têm na velocidade, agilidade e vigor algumas de suas principais armas. No entanto, a importância de outros respeitáveis senhores em suas equipes mostra que, mesmo com um jogo cada vez mais rápido, fatores como experiência e dedicação não podem ser deixados de lado.
Nem na NBA.
Um exemplo clássico é Alonzo Mourning. Contratado como reserva de luxo de Shaquille O`Neal – que, aliás, com quase 35 anos, logo entra para o time dos masters –, Mourning foi fundamental na conquista do primeiro título do Miami Heat no ano passado e vem repetindo a dose neste início de temporada, sempre presente para tapar o buraco aberto pelas contusões de Shaq. Vale lembrar: além de completar 37 anos em fevereiro, Zo é o feliz receptor de um transplante de rim, doado por um primo em 2003.
Quem pode confirmar o quanto um vovô-garoto faz falta são os Clippers. Antes da temporada passada, o time de Los Angeles foi atrás de Sam Cassell, então com quase 36 anos, e recebeu como recompensa a classificação com sobras para os playoffs. Este ano, com o armador meio fora de sintonia e enfrentando uma contusão, os Clippers amargam a décima posição na Conferência Oeste. Enquanto isso a eterna promessa Shaun Livingston, na flor dos seus 21 anos, ainda tenta se firmar como titular do time...
Alguns veteranos estão tão em forma que ninguém se atreve a inclui-los na turma da terceira idade. Mas, pelos padrões atuais, é para lá que Bruce Bowen, 35 anos, caminha. Ele, seus dois canecos, três presenças na seleção defensiva da liga e 391 partidas consecutivas desde a temporada 2001-02. O mais interessante é que Bowen só se firmou como jogador de primeiro nível depois de se juntar ao San Antonio Spurs. Aos 30 anos.
Os Spurs, que mantêm em seu elenco outros veteranos, como Brent Barry (35) e Robert Horry (36), andam justamente preocupados com o “envelhecimento” da equipe. Não que o cartola RC Buford e o técnico Gregg Popovich estejam errados. Uma das prioridades das equipes de ponta, além de vencer campeonatos no presente, é garantir a competitividade no futuro – e ninguém espera milagres de Bowen, Barry ou Horry daqui a três ou quatro anos.
Mas seja sincero: você apostaria US$ 1 milhão contra Cassell, Barry, Bowen, Mourning e Mutombo, com Horry de sexto homem, numa partida com, digamos, os Bobcats ou os Sixers?
Eu não.
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A lista dos que já chegaram aos 35 anos na NBA inclui mais alguns jogadores: Eddie Jones, 35, Memphis; Aaron Williams, 35, LA Clippers; Bo Outlaw, 35, Orlando; Darrick Martin, 35, Toronto; Lindsey Hunter, 36, Detroit; David Wesley, 36, Cleveland; Eric Piatkowski, 36, Phoenix; Dale Davis, 37, Detroit; Gary Payton, 38, Miami; Cliff Robinson, 40, Nets. E aí, qual é a sua seleção dos coroas da NBA?
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