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08/07/2006 - 17:53 Fim de uma era?
Vai?
O intenso troca-troca dos últimos dias deu uma forcinha para os partidários desse movimento de “sucessão” na NBA. Detroit perdeu o paredão Ben Wallace e o substituiu com o apenas esforçado Nazr Mohammed. San Antonio perdeu Mohammed e Nesterovic e os substituiu com o pivô atirador – e incógnita – Matt Bonner.
Mudanças nada animadoras em times que já não tiveram fôlego para chegar às finais neste ano, sem dúvida, mas o que significam na prática?
A primeira conclusão é simples: Pistons e Spurs não têm condições financeiras nem urgência para saírem cometendo extravagâncias a cada jogador que perdem. Dumars, por exemplo, podia tentar um “sign-and-trade” com os Bulls, mas, em vez de seguir os numerosos exemplos de seu companheiro Isiah Thomas em Nova York, preferiu ficar de mãos vazias a levar um mico qualquer para Detroit.
O fato é que Pistons e Spurs, jogando bonito ou feio, conquistaram três dos últimos quatro canecos da NBA. Neste período, venceram 461 partidas na temporada regular, com apenas 195 derrotas – um aproveitamento impressionante de 70,2%. Nenhuma dessas campanhas foi conseguida com grandes reviravoltas ou trocas bombásticas. Pelo contrário, foi o bom senso dos gerentes Dumars e Buford que garantiu as peças certas, no momento certo.
E este é justamente o segundo ponto. É muito provável que os dois cartolas façam outras mudanças nos elencos de seus times nos quatro meses até o início da próxima temporada. E, considerando o histórico dos dois, não é nada aconselhável apostar contra eles.
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Manu Ginobili e Tony Parker são os exemplos mais freqüentes quando se fala das mãos mágicas do pessoal de San Antonio para selecionar jogadores estrangeiros. Pouca gente lembra, porém, que foi Buford que no draft de 2003 pescou o brasileiro Leandro Barbosa, logo trocado com os Phoenix Suns por uma escolha futura. Esta escolha, aliás, transformou-se, dois anos mais tarde, em Ian Mahinmi, um francês de 20 anos que continua se desenvolvendo na Europa...
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O campeonato de Miami põe fim, também no basquete americano, à velha ladainha do vencer jogando feio em oposição a perder jogando bonito. A única coisa que não vale, como bem sabemos, é perder jogando feio...
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