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01/05/2006 - 22:09 O sábio Bell
Para quem não se lembra, as palavras exatas do marcador Bell foram as seguintes: “Se eu o mantenho preocupado em me bater no mano a mano, significa que há outros quatro caras em quadra que não estão conseguindo oportunidades para arremessar. Isto é ótimo porque, enquanto isso, nós estaremos marcando pontos. Então, se ele marca 50, e o resto não consegue marcar o suficiente para nos derrotar, fiz meu trabalho”.
Naquele dia, não por acaso, Phoenix venceu por 107-96, uma das três vezes em que a equipe levou a melhor sobre Los Angeles na fase de classificação. A única derrota, aliás, ocorreu na ausência do comandante Nash. Nestes quatro jogos, Kobe marcou em média 42.5 pontos, com aproveitamento de 45.8% (33.3% em bolas de três e 89.2% em lances livres).
Nos também quatro jogos dos playoffs até aqui, por comparação, os números do futuro camisa 24 dos Lakers são decepcionantes: “apenas” 23 pontos e aproveitamento mais baixo em todos os quesitos (44.1%, 18.1% e 78.5%).
O que mudou não é mais novidade para ninguém: Phil Jackson deu o famoso “nó tático” no colega Mike D’Antoni, forçando o jogo de garrafão para explorar a ausência de Kurt Thomas, e a estrela Bryant colaborou, aceitando participar mais da movimentação de bola em vez de querer decidir tudo sozinho. Com isso, Lamar Odom mantém uma média de pontos próxima da de Kobe (20.5), e figuras como Smush Parker, Luke Walton e até Sasha Vujacic têm marcado em dígitos duplos.
A participação mais intensa dos companheiros, no entanto, não significa que Kobe perdeu a estrela. No jogo 4, ele levou o time à prorrogação (a bem da verdade, graças a uma roubada salvadora de Parker) e, depois, garantiu a vitória com um arremesso certeiro no último segundo – curiosamente em cima de Raja Bell.
Bell, a propósito, pode ser a chave para mais uma reviravolta na série. Se a explicação dada há um mês estiver correta, basta o ala-armador dos Suns abrir uma avenida na própria defesa e torcer para a estrela dos Lakers cair na armadilha, enfeitiçado pela perspectiva de voltar a marcar 50 pontos. Contudo, a se julgar pelo sorriso de Kobe nos últimos jogos, é melhor Bell não confiar muito nessa possibilidade. E, quando finalmente o rival tiver as bolas nas mãos, nos segundos finais, o negócio é levantar bem os braços. Para rezar.
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Tomar 124 pontos do Milwaukee Bucks não chega a ser vergonha para ninguém. Vexame mesmo é jogar uma partida de playoff com o desinteresse apresentado pelo Detroit Pistons no último sábado. Prince, Rasheed, Ben Wallace, Billups e Hamilton pareciam estar pensando em tudo, menos em marcar Redd, Ford, Simmons, Magloire ou Mo Williams. Até o velhinho Kukoc encontrou espaço para lançar bombas de três – praticamente em câmera lenta.
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