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10/01/2006 - 23:00 Pedidos de Ano Novo
Hoje, os Bulls, que encerraram a fase de classificação passada na quarta posição do Leste, amargam um perigoso 8º lugar (14-19). Os Rockets, pior, estão na penúltima colocação do Oeste (12-20), com vantagem apertada em relação aos lanterninhas Trail Blazers. A pergunta na cabeça dos torcedores é uma só: há salvação?
Talvez.
Os Bulls estão, de certa forma, pagando o preço de uma temporada de sonho. Um amontoado de jovens com currículo curto – Hinrich, Gordon, Curry, Deng, Chandler, Duhon e companhia – sob o comando de Scott Skiles, apostou na garra e na defesa para garantir a quarta posição no Leste. De repente, todos os observadores passaram a ver naquele grupo a equipe do futuro, com jogadores talentosos e muito espaço para crescer. Mas Curry foi embora, o time não se encontrou mais e agora já tem gente em Chicago preferindo secar os Knicks (de quem os Bulls devem receber a escolha no draft deste ano) a torcer a favor da própria equipe.
As explicações para o mau desempenho são numerosas e variadas, mas todas acabam resvalando em um ponto-chave: defesa. Em 2004-05, Chicago teve a sétima menor
média de pontos sofridos (93.4); nesta temporada, encontra-se apenas na 18ª posição (98). E por que a equipe não defende mais? É aí que entram as teorias. Uns dizem que os jogadores não têm mais a mesma motivação. Outros garantem que as caras novas, incluindo o titular Mike Sweetney, interferiram no entrosamento.
Na prática, porém, o grupo é quase idêntico ao da temporada passada e a única peça importante que saiu – Curry – foi substituída por um jogador de características semelhantes – o próprio Sweetney.
A oitava posição na tabela, reconquistada com duas vitórias seguidas nas últimas rodadas, mostra que é cedo para os catastrofistas assumirem o controle. Aparentemente, basta um pouco mais de empenho e confiança para as coisas entrarem nos eixos. A questão é saber se a garotada de Chicago terá cabeça para entender isso.
A situação em Houston é mais complicada. E por um motivo simples: antes de qualquer mudança tática, técnica ou psicológica, os Rockets precisam se livrar da urucubaca. As contusões das estrelas Yao e T-Mac são apenas o começo. Rafer Alston, o suposto novo armador titular, só jogou 11 das 30 partidas até aqui, e Bob Sura, um dínamo que segurou as pontas do time em várias ocasiões na temporada passada, sequer estreou. O reforço Derek Anderson também passou um tempo no estaleiro.
À margem das lesões, Yao sofre críticas pesadas pelo desenvolvimento lento e pela dificuldade quando é obrigado a jogar sem McGrady. Por um lado, suas médias de pontos (19.9) e rebotes (9) cresceram em relação à temporada passada, mesmo sem o principal companheiro em várias partidas. Pelo outro, contudo, o gigante chinês continua hesitante em muitos lances, tanto na defesa quanto no ataque.
A verdade, no entanto, é que, ao lado de McGrady, um Yao “lento e hesitante”, desde que saudável, parece mais do que suficiente para levar os Rockets mais uma vez aos playoffs. O problema é convencer os deuses da bola laranja a darem um tempo para a turma de Houston. Se os Bulls precisam de cabeça, os Rockets precisam de joelhos, tornozelos, panturrilhas, ombros...
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Que o brasileiro Rafael Araújo, do Toronto Raptors, é o titular que menos tempo joga (11.5 minutos por partida) e menos pontos marca na NBA (2.3), todo mundo deve saber. Outro número impressionante, entretanto, talvez tenha escapado à atenção do leitor. Em 32 partidas disputadas, Baby arremessou apenas 10 lances livres. É o mesmo número que Elton Brand, dos Clippers, tentou na partida de sábado contra os Lakers. Detalhe: dos 10, Baby errou cinco.
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