02/12/2005 - 21:44

Barrados da lista

Quem quiser ver o novato Chris Paul ou o veterano Alonzo Mourning em ação no jogo das estrelas deve correr para participar da votação promovida pela NBA. Destaques neste início de temporada, os dois saíram em desvantagem, esquecidos pelos jornalistas e comentaristas responsáveis por elaborar a lista de 120 jogadores pré-selecionados. Eles não aparecem nas opções sugeridas ao eleitorado em cada posição; para escolhê-los, não basta marcar um xis, é preciso indicar seus nomes por escrito. E torcer para que muita gente tenha a paciência de fazer o mesmo.

Pode ser por pressão dos prazos (a votação começou no dia 17), mas a verdade é que o esquema de seleção criou situações exóticas, como as protagonizadas pelo armador do New Orleans/Oklahoma Hornets e o pivô do Miami Heat. Paul (16.4 pontos, 6.8 assistências, 5.5 rebotes e duas roubadas), por enquanto favorito absoluto ao título de calouro do ano, não aparece entre os 24 guards pré-selecionados na conferência Oeste. Mourning (11.5 pontos, 8.3 rebotes, 3.93 tocos) é ignorado entre os 12 pivôs do Leste.

Nas mesmas posições dos dois, temos listados, por exemplo, Jim Jackson, com 4.4 pontos por partida; David Wesley, com 8.3 pontos e 2.7 assistências; Shaquille O’Neal, que até agora só disputou dois jogos; e Jeff Foster, contundido desde o início da temporada. Paul e Mourning são apenas dois exemplos, um de cada conferência, de gente que ficou fora dos indicados por pura força da burocracia. Não é preciso fazer muito esforço para achar um Deron Williams aqui (13.6 pontos, 4.9 assistências) ou um Gerald Wallace (17 pontos, sete rebotes, 2.3 roubadas) acolá. São jogadores que, provavelmente, nem têm cacife para figurar entre os 12 selecionados para o jogo. Mas mereciam, ao menos, estar na lista.

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As regras de seleção dos jogadores para o All-Star Game provocam outras esquisitices. Uma recente foi a presença do chinês Yao Ming no time titular do Oeste, por dois anos consecutivos (2003 e 2004), à frente de Shaquille O’Neal, que ainda jogava nos Lakers. Isso porque a votação popular serve exatamente para escolher os titulares; os reservas são selecionados pelos técnicos da NBA. Com a provável ajuda de sua pequena torcida (míseras 1,3 bilhão de pessoas), Yao manteve o ritmo no ano passado, conquistando um recorde histórico de votos: 2.558.278. Detalhe: o site da NBA incentiva o eleitor a votar só uma vez. Por dia.

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Outro problema é o período de votação, que se encerra em 22 de janeiro, quase um mês antes do jogo. Ou seja, são quase 30 dias para um dos titulares se machucar – uma possibilidade forte na atual temporada, marcada por numerosas contusões. Os escolhidos pelos técnicos, pelo menos, só serão anunciados no dia 9 de fevereiro.

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Para escalar sua seleção, basta ir ao site da NBA, até 22 de janeiro.

 



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