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06/09/2005 - 23:00 Nos campos e nas quadras
Mesmo a fase final do campeonato, quase sempre marcada por confrontos mais equilibrados, é vista como mera formalidade. Afinal, não é sempre que os atuais campeões conseguem apresentar uma equipe ainda mais forte para tentar repetir o feito, com peças novas que parecem se encaixar perfeitamente ao esquema.
Nem duas das maiores armadilhas em esportes de alto nível – o salto alto e o ciúme – parecem ser motivo de preocupação. Na reserva, atletas que seriam titulares em outras equipes de ponta repetem o discurso da humildade com surpreendente convicção. O banco, a se julgar pelas declarações, nunca foi tão confortável.
É no banco também que se encontra a principal fonte de tranqüilidade para os que, ainda assim, temem uma recaída. A harmonia entre comissão técnica e jogadores aumenta a confiança de que, desta vez, não haverá reprise da história da barbada que cai de maneira surpreendente perto do fim – freqüentemente diante de um time mais fraco.
Às torcidas adversárias, restará a indelicadeza de esperar por uma contusão, um problema particular, enfim, um infortúnio providencial que devolva, ao menos em parte, o equilíbrio à competição. Do contrário, serão longos dias de esperança incrédula, de gritos de incentivo sem muita empolgação, na expectativa, no máximo, de uma chance de desafiar os favoritos. E perder.
Se parece exagero, é apenas pelo que talvez seja a mais sedutora característica dos esportes, a imprevisibilidade. No papel e no retrospecto, porém, é difícil não achar que o troféu de 2006, nove meses antes, já tem estampadas as cores dos campeões: preto e prata.
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