|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
19/07/2005 - 19:59 Histórias de casamento
A lógica indicaria um rompimento definitivo no primeiro caso e uma união duradoura no segundo. A prática, no entanto, devolveu o comando dos Lakers a Jackson, em junho, e tirou Brown do banco dos Pistons esta semana. Em ambos os casos, como em casamentos conturbados, quem parece sair perdendo são as crianças.
Ou melhor: as equipes.
O sucesso da carreira de Phil Jackson é inquestionável. São nove títulos, 832 vitórias na fase de classificação (com aproveitamento de 72,5%) e 175 nos playoffs (71,7%). Se é verdade que tanto em Chicago quanto em Los Angeles ele contou com ajuda de superestrelas, também é preciso lembrar que Jordan, Shaq e Kobe nunca foram muito longe sem Jackson.
Mas, nem por isso, a volta ao Staples Center faz sentido.
O Zen Master não conseguiu dominar o ego de Bryant quando este tinha O’Neal como contrapeso e parece pouco provável que obtenha sucesso agora que os Lakers são oficialmente o time de Kobe. Sem o apoio do principal nome e com um esquema difícil de implementar, Jackson e os jogadores do Los Angeles – mesmo com o reforço do problemático Kwame Brown – deverão comer o pão que o diabo amassou.
O destino de Larry Brown nos próximos meses será, aparentemente, bem mais calmo. Como parte do acordo com os Pistons, o técnico deve tirar um ano de férias antes de retornar à ativa, provavelmente no comando do New York Knicks.
Já a temporada da equipe de Detroit, pelo visto, de sossegada não terá nada.
É fácil olhar para os Pistons de hoje e ver um time pronto para disputar o título da NBA por pelo menos mais três ou quatro anos. Mas não custa lembrar que foi Brown quem transformou um amontoado de jogadores rejeitados ou menosprezados na força defensiva que passou a assustar os bichos-papões da liga. Em duas temporadas regulares, foram 108 vitórias e 56 derrotas, coroadas com um título e um vice – em uma partida derradeira contra os fortíssimos Spurs.
Mesmo com os rumores, na fase final dos playoffs passados, de que Brown negociava um posto de executivo com os Cavaliers, o entrosamento entre jogadores e técnico parecia resistir. Por isso, ao contrário do que normalmente se espera de um novo treinador, o maior desejo da direção dos Pistons é que seu substituto tome uma única atitude: manter tudo como antes. Só assim poderão viver felizes para sempre.
Ou até a próxima surpresa.
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||