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31/05/2005 - 05:12 Beleza roubada
A terceira partida da série, no último sábado, foi exemplar. No início do jogo, os Spurs bateram os Suns em seu próprio território, com incríveis 13- 9 em apenas 1:54. Depois, Duncan e companhia começaram a fechar as portas ao ataque impetuoso do Phoenix, trancando o garrafão e saindo rápido para evitar as bolas de longa distância.
Em um momento, já sem saber o que fazer diante do ferrolho texano, os Suns simplesmente apelaram para a tática da “bola ao alto”. Stoudemire, Richardson e Nash passaram a penetrar a toda velocidade e, ao dar de cara com o paredão adversário, simplesmente jogavam a bola para cima. O resultado, fácil de se prever, foi desastroso. O time marcou míseros 10 pontos no segundo período e “apenas” 24 no terceiro.
As estatísticas confirmam a eficácia dos Spurs contra o ataque mais temido da liga. Se, à primeira vista, a média de 106.3 pontos dos Suns nos quatro jogos da atual série impressiona, a comparação com os confrontos anteriores revela uma realidade bem diferente: foram 113.8 diante dos Grizzlies e nada menos que 117.5 contra os Mavs.
A média de erros, de 10.8 e 13.2 nas duas primeiras séries, é de 13.3 contra o San Antonio. A relação entre assistências e erros, de 2.21 na varrida sobre o Memphis e de 1.57 nas partidas contra o Dallas, é agora de 1.23. Em outras palavras, os jogadores do Phoenix estão perigosamente perto de cometer um erro para cada assistência efetuada – e essa proporção tem muito a ver com a ação defensiva do quinteto de San Antonio.
É um bom momento, então, para parar de lamentar o fim iminente da temporada de sonho dos Suns e começar a reconhecer os méritos dos Spurs.
E não só pelo apuro na defesa. Os arremessos curtos e precisos de Duncan, as infiltrações arrojadas de Ginobili e Parker, as bolas de três sempre providenciais de Horry e Bowen e até os tiros com os pés colados no chão de Barry também são prova de que, como diz o velho ditado, a beleza está nos olhos de quem vê.
E, para quem até hoje considera eficiência um xingamento, já passou da hora de ver a beleza dos Spurs.
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Na coluna de Rodrigo Alves: Joe Johnson, o homem da máscara, era o motor que faltava para a sobrevivência do Phoenix Suns.
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