26/11/2006 - 18:44

Ouro de tolo

Os últimos 15 dias foram inesquecíveis para o basquete brasileiro. Com transmissão ao vivo, no dia 16, Jefferson e Di, companheiros em Assis, trocaram sopapos durante um tempo na partida contra Rio Claro – o técnico da equipe, Marco Antonio Aga, complacente e incrédulo, apenas viu. Três dias depois, em jogo do mesmo Assis, o dirigente do Uniara, Fernando Mauro, entrou na quadra para reclamar de uma marcação dos árbitros no minuto final – de “brinde”, um mesário atirou um objeto na cabeça de Mauro.

Acha que é só? No dia 21, o mesmo Fernando Mauro anunciou que a sua equipe tem 90% de chances de ser extinta. Assim como o também finado COC, a Uniara, prejudicada pelos comparsas de Grego por ter optado pela NLB, tem um bom trabalho de base. Um dia depois, em jogo válido pelo Carioca de basquete, o árbitro Eduardo Augusto, não satisfeito com o atraso de mais de uma hora, retardou em mais 20 minutos a partida entre Flamengo e Campos por alegar que estava sendo ameaçado por um torcedor.

E as últimas do site da CBB? Na seção Campeonatos, consta apenas o Nacional Masculino – que ainda não conta com tabela do returno, aliás. Malucos como eu, que queriam acompanhar a partida entre Fluminense e Catanduva neste domingo, ficaram sem informação: a instituição disse, durante toda a semana, que o jogo seria no Rio de Janeiro – sem distinção do ginásio. Mas esta nota é insuperável: “A partida entre Minas e Flamengo sofreu nova alteração no horário. O jogo será no sábado (25/11), às 11h. Inicialmente, esta partida seria na sexta-feira (24/11), às 20h, e passou para o sábado, dia 25/11, às 13h, mas foi alterada novamente pela Confederação Brasileira de Basquete".

Genial, não?

“Chega, cara, vamos falar de bola na cesta, que é mais interessante”, alguns devem estar argumentando.

Na terça-feira, dia 21, Londrina e Joinvile participaram de um dos maiores espetáculos que já vi. Trinta e cinco (35!) erros ao todo, quatro de André Bambu, único integrante da seleção que estava em quadra. Deficiência nos fundamentos, negligência tática e falta de treinamento qualificado não são exclusivos das duas equipes. Quem viu Flamengo e Minas (alguém viu?) pôde perceber que o nível do Nacional, por incrível que pareça, será pior que o do ano passado – que não terminou.

Como disse no primeiro parágrafo, nenhum esporte teve notícias tão fortes quanto o basquete. Entretanto, nenhuma é positiva para a modalidade, que não cansa de cavar mais e mais o seu buraco. Nem o vôlei, que joga o Campeonato Mundial nesta época, desbanca a bola laranja. A medalha de ouro, no quesito "impacto e volume de informações", é de Grego.

Um ouro de tolo, evidentemente.

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Rio Grande do Sul: Uma denúncia de corpo mole por parte do Ulbra em derrota contra o Vera Cruz, para escolher adversário na segunda fase da competição, também foi verificada. Como nada foi comprovado, fica apenas na suposição. Mas que é feio do mesmo jeito, é.

 



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