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11/11/2006 - 22:28 O certo errado
Muita gente critica Nenê por julgá-lo pouco patriota. Não foi o que ele alegou, em recente entrevista ao jornal Denver Post: “Eu amo meu país, mas não a seleção”, falou, para depois acrescentar. “Não volto de jeito nenhum. Agora há muitas coisas ruins acontecendo por lá. Sou um profissional”. Como diz um amigo, estava indo tão bem...
Amar ou não, para mim, não faz diferença. Dizer a verdade, sim. Todos sabemos que Nenê não joga pela seleção por incompatibilidade com o presidente da entidade máxima. Guga fez o mesmo no tênis brasileiro, ninguém jamais ousou chamá-lo de lesa-pátria e o então chefe da CBT caiu em pouco tempo, por uma série de escândalos parecidos com os da Confederação de Basquete. Falar à imprensa norte-americana que entraria em quadra sem o seguro, como aconteceu com a jogadora Alessandra, é mentiroso.
Como afirmou Leandrinho ao site Globoesporte.com, qualquer atleta da NBA que entra em quadra precisa de um seguro. Foi assim com ele. Foi assim com Tony Parker, Manu Ginóbili, Andres Nocioni, Pau Gasol. Será sempre em qualquer esporte gerido de maneira séria e responsável, tudo o que o basquete brasileiro, infelizmente, não é.
Nenê se vale da máxima que os fins justificam os meios, o que me faz lembrar claramente os acontecimentos políticos recentes do país. Argumentos frágeis são facilmente destruídos com um pouco de informação. A imprensa americana falha ao ouvir e aceitar calada uma falácia como essa. Longe de defender a CBB, que pisou feio na bola no caso da Alessandra, Nenê tinha inúmeras razões para esculhambar Grego e seus amigos. Escolheu, porém, um que não existe. Vai entender.
A coluna tentou entrar em contato com Nenê, mas não obteve sucesso. Mais uma vez, o atleta acha por bem se fechar, não conversar, o que é uma atitude respeitável. Em um momento como esses, de fervor no basquete brasileiro, é importante se posicionar, como ele sempre fez. Disso não se pode reclamar. Posicionar-se com clareza e coerência é ainda mais importante.
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ERRATA - Na coluna passada, disse que a quadra do Fluminense não era reformado faz tempo. Agradeço aos leitores que me alertaram que, neste ano, o ginásio sofreu manutenções. Entretanto, mantenho a posição: a mudança ocorreu quase uma década depois do título brasileiro, prova de que a equipe não motivou nenhuma mudança estrutural no tricolor.
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