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25/10/2006 - 11:55 Sorte grega
Não será fácil escrever com alegria sobre o basquete nacional. Desde que comecei a acompanhar o esporte, na década de 90, gestões pífias fizeram com que a bola laranja perdesse espaço até para modalidades como vela, futsal e natação. Nada contra elas, mas contra a falta de visão de mercado do pessoal da CBB.
O caso recente da pivô Alessandra é exemplar. O presidente da entidade, Grego, não fez apólices de seguro para as atletas que representavam o país no Mundial. Muito se comenta sobre a desgastada relação da instituição com os dois times. Chama-me a atenção, apenas, que nenhum jogador possua voz de liderança para levantar a voz, exigir seus direitos, brigar pelo que é certo.
Apesar de tudo, Grego é um cidadão de sorte. De muita sorte. Alessandra, lesionada, perdeu três chances de assinar contrato com equipes estrangeiras. Não possuía vínculo com nenhum time, e o problema foi atenuado. Agora imaginemos a cena: depois de excelente temporada, Leandrinho renova o contrato com o Phoenix por mais de US$ 30 milhões. Já chegaram a pensar no tamanho da catástrofe que seria se o alinha do Phoenix tivesse se machucado no Mundial do Japão?
Um problema na mão do armador Tony Parker deixou o San Antonio Spurs em polvorosa. O time texano foi devidamente ressarcido pela federação francesa de basquete. Grego jogou com a sorte mais uma vez, ao brincar de fazer seguro em esporte de alto rendimento. Mais: e se a contusão do Pré-Mundial de Anderson Varejão se repetisse na Ásia?
Com atletas recebendo mais de US$ 1 milhão por temporada, é inadmissível que o presidente da Confederação haja com tanta desfaçatez. Casos como esse, o boicote dos clubes alinhados com a CBB ao armador Arnaldinho e a eterna rixa entre Grego e Oscar só fazem mal ao esporte. Enquanto isso, o basquete segue vendo a banda passar.
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